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Propriedades do som
Quando tocamos, por exemplo, a nota Lá no violão, estamos fazendo
a corda vibrar de um extremo ao outro. Cada vez que ela passa
pelo ponto de partida, dizemos que completou um ciclo.

A velocidade desta vibração é medida em ciclos por
segundo ou Hertz(Hz), neste caso, 440 Hz. Quanto maior
o número de ciclos por segundo, mais aguda será a nota. Eis
a 1ª das quatro propriedades do som: ALTURA.
O
que sentimos por notas graves e agudas são, portanto, corpos vibrando
em velocidades mais lentas ou mais rápidas.
O
ouvido humano percebe vibrações em torno de 20Hz a 16.000Hz (16Khz).
Abaixo de 20Hz, chamamos de infra-som. Os elefantes, por exemplo,
utilizam-se dessas vibrações para se comunicar. Quando se manifestam
acima de 16Khz, chamamos essas vibrações de ultra-som, som que
é percebido, por exemplo, pelos cachorros.
Tocando a mesma nota duas vezes, uma de modo fraquinho e a
outra de maneira muito forte, percebemos a 2ª propriedade do
som: INTENSIDADE, mais conhecida como volume, medida
em Decibéis (dB). É fácil perceber essa pressão sonora que chamamos
de volume quando falamos baixo e quando falamos alto, ou seja,
forte.
Um show de rock, um trio elétrico, ou uma escola de samba,
por exemplo, atingem facilmente os 110dB, sendo que o limite aceitável
para o ouvido humano gira em torno de 80dB.
Tocando a mesma nota duas vezes, com a mesma
Altura e Intensidade (ex: Dó - 800Hz e 70dB), só que uma durando
2 segundos e a outra 30 segundos, chegamos à 3ª propriedade
do som: DURAÇÃO, que pode ser medida em segundos ou batidas
por minuto (bpm). Alternando sons mais longos e mais curtos, com
o próprio silêncio mais longo ou mais curto, criamos o que chamamos
de ritmo.
E se eu tocar, por exemplo, duas notas Dó com
800Hhz e 70dB durante 5 segundos, só que uma no piano e outra
no violão? Como poderemos perceber a diferença? (Sem olhar para
os instrumentos, é claro!). A princípio, trata-se
de duas freqüências iguais manifestando-se da mesma maneira.
Alguém poderá responder: "Ah, o tipo de som é diferente". De
fato, essa diferença é mais conhecida como a 4ª propriedade
do som: TIMBRE.
O que acontece é que quando colocamos uma corda, por exemplo,
em vibração, ela vibra na totalidade de seu comprimento e, além
disso, na metade do comprimento, em 1/3, 1/4 e assim por diante
infinitamente, gerando freqüências cada vez mais agudas (altura)
e de volume (intensidade) cada vez menor.
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Nota Fundamental
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3º Harmônico (1/4)
2º Harmônico (1/3)
1º Harmônico (1/2)
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Essas freqüências auxiliares são chamadas de HARMÔNICOS
e a nota principal de Fundamental ou Tônica. (E é agora que a
coisa começa a ficar interessante!).
Os harmônicos soam com um volume muito baixo para serem percebidos
conscientemente, mas o seu somatório determina o timbre do corpo
em questão.
Uma forma prática de experimentar isso é colocando uma corda
na frente do monitor de seu computador e fazendo-a vibrar. Isso
pode ser feito com um violão ou qualquer outra corda que emita
uma nota clara e longa. Deixando a tela do monitor ao fundo, percebemos
algo muito parecido com a figura acima. Cada uma das "ondinhas"
que vemos é a corda vibrando em uma de suas frações e emitindo
um harmônico.
Todo som da natureza tem seus harmônicos. Sem os harmônicos,
não seríamos capazes de perceber a diferença de um instrumento
para outro, ou de uma voz para outra, por exemplo.
Representando graficamente:

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